Essa é a primeira temporada, no total são nove ^^'
Conteúdo:
Sangue, violência, armas, torturas... de tudo um pouco...
Indicada para maiores de 14 [ou mais~] As partes das torturas colocarei algum destaque^^' [Talvez vermelho?!]
Estilo: Ação... Romance... Dramalhão mexicano *aiaiaiii*
Personagens: Daiana, Yoochun, Yunho, Changmin, Jocasta, Nathy, Junsu, Mah, Yasha, Hynnie, Tiffany, Tae, Jessica, Paula, Jaejoong, Ryu...
Autora: Eu ~~ [Ainda estou escrevendo, baseada num sonho que eu tive a muito tempo atrás]
Status: Continua conforme forem comentando
Periodicidade: Um capitulo por semana [Tem capitulos que serão divididos em partes~ Todas as partes de um capitulo serão lançadas na mesma semana]
Cada capitulo, pelo menos da primeira season tem música tema, então, antes de começar a ler, coloque para carregar a música ò.ó
Legenda:
Entre aspas "" e italico são pensamentos


Prólogo


Alguém lhe chama em seu ouvido:

- Então, ainda não está pronta?

- Calma, calma, falta somente mais um fio – ela sussurra de volta, enquanto olhava calmamente para seu relógio e em seguida para vários fios multicoloridos a sua frente “Mas era o verde ou o vermelho que eu deveria ligar no branco?”. Seus pensamentos se embaralham ao perceber que tinha somente 20 segundos. Uma decisão apressada e junta os fios vermelho e branco, um alarme soa, vários gritos estavam ecoando fora da sala de onde ela estava. A voz que estava em seu ouvido volta a lhe importunar – Ei... Você está aí para não chamar atenção e não o contrário

Realmente, aquela voz estava certa, ela deveria ser rápida e não chamar a atenção de ninguém

-Eu gosto de ação mesmo... Odeio comer quieta – voltava a responder aquela voz, masculina e afinada que estava conversando com ela, era seu parceiro, estava lá somente para pega-la na saída, algo que ela mesma acabara de dificultar para os dois.

Ela ouviu batidas na porta daquela sala, enquanto pegava suas coisas, escutou barulhos do que seriam um molho de chaves sendo sacudido, provavelmente tentando encontrar a chave daquela porta. Ela terminou de pegar suas coisas, não poderia deixar vestígios, colocou em sua pequena mochila preta, ajeitou-a em suas costas. “O que eu vou fazer agora” Olhou em volta rapidamente, avistou um pequeno duto de ar em cima de sua cabeça “É você mesmo que eu quero” Num movimento rápido, ela pegou impulso, agarrou-se em uma pequena janela, após apoiou sua perna na parede ao lado e subiu até o duto de ar.

Ficou esgueirando-se por aquele duto imundo, até ver uma saída, ouviu vozes atrás dela, deveriam ser os guardas do local, começou a rastejar mais rápido e conseguiu ver uma luz, do que parecia ser à saída daquele minúsculo duto sujo “Ainda bem que ele está quieto, não estou nos meus melhores momentos para aturá-lo”.

Ao chegar à saída daquele local, ela deu um pulo, apoiou seu joelho e em seguida sua mão no chão, para ter um impacto menor sobre o resto do corpo, levantou-se devagar, havia companhia, companhia indesejada, eram três guardas, todos fortemente armados.

Ela deu-lhes um sorriso e jogou sua mochila em um que estava no meio, antes que ele pudesse atirar nela, ela correu na direção deles, era rápida, bastante rápida para uma mulher da altura dela. Quando conseguiu chegar até eles, deu um chute no guarda que estava a sua esquerda e um soco no da direita. Pegou sua mochila das mãos do que estava a sua frente – Obrigada por segurar – deu-lhe outro sorriso e uma cabeçada pegando de volta sua mochila

- Então, já está na saída? – Questionava novamente seu parceiro

- Você não tem nada melhor a fazer do que me distrair?! – Falava enquanto corria dos tiros. No pequeno momento em que juntava um papel que havia caído de sua mochila, surgiram mais oito guardas e começaram a atirar nela.

- Daiana, estou na saída, você está demorando – Continuava a reclamar aquela voz, ela achava-a bonita e sexy, mas ele já estava lhe tirando do sério. Mesmo o conhecendo a muito tempo, ele sempre conseguia tirá-la do sério, algo que nem ela entendia o motivo exatamente.

- Vá encher a vovozinha com reumatismo, seu... seu... chato – Ela calou-se e olhou novamente para trás, já não eram somente oito guardas, deveriam ter mais de quinze

- Esta parece você, está lenta hoje ein! E seu vocabulário está cada vez mais fraco, quer que eu te ensine algumas palavras novas?! – Ela tirou o fone do ouvido e continuou correndo, havia um muro a sua frente, olhou para os lados, viu uma placa e um aviso em alemão [Cerca eletrificada]. Um suspiro pesado “Eu não gosto do meu cabelo queimado” ela amarrou seus longos cabelos e colocou para dentro do capuz. Continuou correndo ao lado daquela cerca, desviando-se das balas que a seguiam. Conseguiu avistar algo, que a fez sorrir, um muro verde logo a sua frente, ela seguiu para lá. Quando estava próxima o suficiente, num salto, agarrou-se em uma trepadeira, conseguindo chegar na metade do muro, pegou novamente impulso e saltou sobre a cerca, sentiu um pequeno choque, nada insuportável, sua roupa de borracha havia lhe protegido. Alguém buzinou ao atrás dela assim que pousou no chão.

“Hoje não é mesmo meu dia” Ela levantou as mãos sobre a cabeça e virou-se devagar. Viu alguém conhecido dentro daquele carro, correu até ele e entrou

- Eu não demorei tanto – sorria para o rapaz ao seu lado

- Não, nem um pouco, só chamou muita a atenção – E ele seguia já em terceira marcha, passando para quarta

- Ah, não reclame Yoochun, eu sei que você queria ação, mas ninguém mandou machucar o ombro – Ela deu-lhe um tapa fazendo-o mostrar uma cara feia

Fazia curvas atrás da outra, olhando para seu pequeno GPS que estava abaixo do retrovisor, que ele alternava entre um e outro, estavam sendo seguidos. Ele avistou um caminhão de lado, trancando a passagem, estava com as portas traseiras abertas e viradas para uma ruela lateral, entrou em uma rua a sua frente, fez duas curvas para a esquerda e agora ia em direção aquele caminhão, suspirou fundo e acelerou. Daiana somente observava ele na direção, adorava aquele seu espírito impetuoso. Quando fechou a menos de meio metro do caminhão ele viu a rampa descer e assim que subiu nela, freiou. Estavam dentro. As portas atrás deles fecharam-se e o caminhão começou a andar, quem os seguia não havia percebido onde haviam entrado e continuou.

O caminhão ia devagar, para não ser percebido. Alguém abriu uma janela a frente e lhes disse que logo chegariam ao seu destino.

Yoochun e Daiana lhe fizeram um sinal de ‘Ok’

Alguém chamou Yoochun em seu rádio. Daiana não pode ouvir a conversa, somente a resposta de Yoochun - Ok, estamos bem aqui, só está um pouco frio – Olhando em volta havia vários bichos mortos, estavam num caminhão frigorífico – A encomenda está aqui – Ele pegou o pequeno papel que Daiana carregava, o mesmo que antes ela havia deixado cair e colocou em um scanner que havia no lugar do porta-copos - Mas acho que vamos morrer de frio se o motorista demorar.
Ela pegou um casaco que estava no banco traseiro e deu para Yoochun, após pegou um para ela e vestiu, acomodou-se e pôs seus fones de ouvido.

Continua

Conteúdo: Livre
Classificação: G
Estilo: Destino [?!][Não sou com essas coisas de gênero e estilo~]
Personagens: Fabiana [Shinigami] e Changmin
Autora: Daiana Feijó
Capítulos: 1
Status
: Concluído
Resumo: Uma alma que encontra-se com um shinigami, e sua vida será mudada para sempre.


Creative Commons License
Heart, Mind and Soul by Daiana Feijó is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

Parte I


Os dias têm sido tão chatos e longos ultimamente, sempre fotos, entrevistas, apresentações e shows. Fugir de fãs e tentar aproveitar as pouquíssimas horas de descanso.

Sempre tendo que sorrir, parecer alguém que eu realmente não sou.

- Qual a razão para viver uma existência patética dessas?! – Perguntava-me enquanto estava de olho no sinal de trânsito.

- Cuidado – Senti-me ser puxado para trás. Quando a vi, todas as minhas dúvidas, todas minhas preocupações, incertezas, tudo, absolutamente tudo, sumiu de minha mente.

"Um anjo" Foi à única coisa que me veio à mente ao vê-la.

Escutei um barulho alto, freios de carro sendo acionados, quando voltei meus olhos para a avenida, eu pude ver um carro parado poucos metros a minha frente, um homem saia dele gritando, algumas pessoas começavam a se amontoar. Eu não ligava para nada daquilo, apenas tinha ela em minha mente, aquela bela, e angelical garota que havia me salvo.

- Você está bem?! – Ela perguntou-me, passando sua mão no meu rosto, ela usava um sobretudo preto e luvas brancas.

A voz dela soava como uma bela melodia, as palavras formavam uma agradável canção.

Fiquei sem palavras, não sabia o que fazer e muito menos o que falar para ela, mas tentava sacudir a cabeça e afirmar que estava bem, apesar de minha voz não sair, as palavras estavam entaladas em minha garganta.

- Que bom, fico feliz – Ela parecia estar aliviada – Qual seu nome? – Ela voltava a cantar. Tudo o que ela falava parecia uma letra de música, sua voz era perfeita, harmoniosa. Parecia uma voz dos Deuses – Seu nome?! – Ela repetiu a pergunta. Talvez, pensando que eu não estivesse compreendendo-a, por que após isto ela apontou para si – Sou Fabiana... Você? – Ela bateu com seu indicador em meu peito, de leve. Eu entendia muito bem o que ela falava, mas meu corpo não obedecia meus comandos, parecia estar enfeitiçado pela beleza dela.

Confesso que senti vontade de rir daquela situação, mas, nem isto meu corpo conseguia. Ele havia se esquecido de todas as coisas básicas.

- Tudo bem, até, bye – Despediu-se, mas eu não poderia deixar aquele momento passar, não queria perdê-la de vista, segurei-a pelo braço, puro reflexo, medo, talvez.

- Changmin – As palavras começavam a sair de minha boca. Foi apenas meu nome, mas foi uma evolução.

Aos poucos o controle sob meu corpo voltou a ser meu – Shim Changmin – Ela respondeu-me apenas com um sorriso.

Aquele sorriso. Foi como se ele iluminasse aquela noite, transformando-o em dia, era mais lindo que o pôr-do-sol, que eu tanto amava.

- Nice to meet you (Prazer em conhecê-lo), Shim Changmin, tome mais cuidado! Take care! – Ela misturava o Inglês com o Japonês, totalmente charmosa.

Apesar de eu entender pouco inglês, não compreendi muito bem o sotaque dela, mas eu sentia o sentimento das palavras dela.

Novamente ela me deu as costas, indo embora. Meu coração acelerou, senti-me ruborizar pelo que eu iria fazer, mas, não poderia deixá-la ir embora. Não poderia deixar aquele anjo ir embora, não mesmo.

Segure-lhe pela mão, pegando naquela luva branca, queria tocar-lhe, mas parecia impossível por causa das roupas.

Desejava tê-la para sempre ao meu lado, a única coisa boa que me aconteceu desde, bom, desde muito tempo.

Fazia muito tempo que não me sentia tão feliz, tão vivo.

- Espere... Eu-eu... te pago um café – As palavras, meu corpo, aos poucos voltavam ao meu controle – Afinal, você me salvou, te devo muito mais que um café... – Eu estava grato, mas não por ter me salvo, mas sim por ela ter entrado em meu caminho.

- Um café está bom de inicio – Ela tapou seu belo sorriso com a mão livre

Fomos para uma cafeteria ali perto, de onde havia saído a pouco tempo, de uma entrevista. Não queria levá-la lá, mas era o lugar mais próximo de onde estávamos e não queria perdê-la de vista.

Ao entramos no local, a recepcionista me reconheceu de imediato

- Esqueceu algo, senhor Changmin? – Perguntou-me assim que eu me dirigi a ela.

- Não, apenas quero uma mesa! – A recepcionista olhou por cima de meu ombro, olhando para minha anja. Então ela nos levou até uma mesa longe das janelas, uma parte mais reservada, longe das vistas alheias.

- Você vem sempre aqui?

- Não – Ela olhava-me, analisando – Na verdade, eu vim aqui mais cedo – Sorri para ela, tentando parecer menos nervoso, mas era impossível.

- Hmmmm – Ela olhava em volta – É um belo lugar... Era um encontro com alguma namorada? – Perguntou-me olhando fundo em meus olhos

- Nãooooo – Eu gritei, fui espontâneo, eu não queria, mas foi automático.

Ela começou a rir da minha reação, eu senti minhas bochechas queimarem.

Novamente aquele sorriso iluminava o lugar. Eu queria guardá-lo em um cofre, era tão precioso, queria escondê-lo dos olhos alheios, guardá-lo somente para mim.

Continuamos a conversar, fluía, navegávamos pelas nossas ideias e sonhos. Qualquer besteira, desde o que eu havia comido, ela queria saber tudo, eu adorava contar para ela.

Ela sorria, como se cada palavra fosse à última.

- Você é o Max do TVXQ, né?! – Uma garota, uma fã, apareceu ao lado de minha mesa.

- Sim – Eu forcei um sorriso, ela havia atrapalhado aquele momento tão mágico, mas eu deveria dar-lhe atenção, fã é fã, devemos ser bons com eles.

Dei-lhe um autografo e ela logo foi embora

- Você é famoso? – Minha anja parecia não me conhecer, realmente, fiquei feliz, e triste

- Um pouco – Respondi, mentia, mas queria que ela me conhecesse como Shim Changmin, não como Max Changmin.

- Você não deveria se esforçar tanto, não deveria se forçar a parecer o que não é. Ou mostrar um sorriso, mesmo não querendo sorrir para ela.

- Por que você acha que estou me esforçando a parecer o que não sou? – Fiquei curioso, ela parecia conhecer mais de mim, do que eu mesmo.

- Por isso – Ela mostrou-me uma careta e em seguida começou-me a fazer cócegas.

- Para – Eu implorava, não conseguia parar de rir, as lágrimas rolavam de tanto que eu ria.

- Viu, isso foi espontâneo! – Ela passou um lenço, de leve, em meu rosto, limpando as lágrimas que escorriam – Preciso ir-me agora! – Ela olhava para um velho relógio de parede

- Mas é cedo... São apenas... 23:40h – Dei-me conta que haviam se passado mais de 4 horas que eu estava com ela – O tempo passou tão rápido.

- Sim – Ela sorriu enquanto levantava-se

- Qual seu telefone? – Peguei meu telefone, pronto para anotar seu número

- Não tenho

- Seu endereço... Esperai... como você não tem telefone? – Debochei. Não deveria, mas tem horas que eu não consigo controlar minha maldita boca.

- Não tendo, oras – Ela dirigiu-se a saída do bar, irritada, talvez, pela minha brincadeira

- Espere, eu estava brincando, volte – Eu segurei o braço dela com força, ela apenas me olhou, e eu a soltei – Desculpe, realmente, me desculpe... Eu apenas quero ter certeza que vamos nos encontrar novamente... Quero muito te ver novamente!

- Nós vamos... – Ela começou a caminhar rápido, depois de sair do café, entrou em meio a uma multidão, que passava por ali.

Eu ainda tentava seguí-la. Há vi entrando em um beco, próximo, corri, enquanto tentava me desviar das pessoas.

Corria o mais rápido possível, quando cheguei na entrada do beco, olhei, forçando a visão, em meio ao breu, mas ela havia sumido.

Simplesmente sumira. Então, ela sumiu da minha vida, rápido, assim como havia entrado nela.

Foi assim que eu conheci o primeiro e único amor.


Parte II


- Minha nova missão, um rapaz de 20 e poucos anos, Sul-Coreano, tem tudo o que quer da vida, e ao mesmo tempo não tem nada... Uma vida oca – Fabi lia o seu relatório, antes de descer a terra – E lá vamos nós!

Ela fechou os olhos, seu corpo todo vibrava e ao abri-los novamente, se viu em meio a uma multidão

Decidir se o deixarei continuar nesta existência oca ou se ele irá seguir adiante, isto faz parte do meu trabalho como Shinigami. – Sempre fora assim que eu pensei... Levar sua alma, ou deixá-la

Primeiro vamos segui-lo por um dia, antes de iniciar minha aproximação, como de costume, vamos ver o que ele faz.

"Será que sua existência aqui vale à pena?! Será que devo te deixar continuar a ser oco? O que vamos fazer com você?" Ela estava sentada ao lado da cama de Changmin, acariciando os cabelos dele.

Usava um vestido branco, de mangas curtas, e nas mãos, suas luvas brancas, as luvas que protegiam os que ela tocava.

O toque de todo shinigami é mortal para os seres vivos. Seu toque absorve a vida do ser que é tocado, fatal.

Ele começou a se espreguiçar, Fabi ao perceber, saltou da cama, correu até a janela, parou no parapeito, olhando para baixo, estava no 10º andar do prédio. Olhando para o horizonte, uma bela visão da Torre de Tokyo podia ser vista daquela sacada.

Ela fechou seus olhos, abriu os braços e saltou.

O sol começava a nascer. Ela sentiu o sol passar pelo seu corpo, segundos antes dela desaparecer no ar.

De longe, Fabi observava Changmin saindo do seu hotel. Despediu-se de seus amigos, outros quatro rapazes, cada um seguindo seu caminho.

Fabi foi atrás de seu alvo. O rapaz mais alto de todos.

"Ele tem um certo charme, para quem vive uma vida oca. Por que você é tão sozinho?"

Uma chuva fina começou a cair. Ele correu para se abrigar embaixo de uma marquise. Fabi ficou poucos metros atrás dele, escondendo sua presença, sem que ele pudesse notá-la.

"Uma criança abandonada, as pessoas são realmente horríveis" Pensava a shinigami ao ver uma criança, tremendo de frio, ao lado de Changmin, tentava se proteger da chuva, também, deveria ter uns 10 anos, ou mais.

Algo surpreendeu à jovem shinigami. Seu alvo tirou sua japona, e colocou sobre os ombros do pequeno garoto, ele tirou uma nota de 10 mil yens do bolso da calça e deu-lhe também

- Compre algo para comer – Foi o que Fabi conseguiu entender.

"Se eu tivesse um coração, eu ficaria comovida"

O garoto colocou a mão sob a cabeça, tentando se proteger um pouco da fina chuva que caia, e começou a correr, até um outro ponto da rua. Ela sempre o seguindo de perto.

Ele entrou em um restaurante, ela ficou olhando através do vidro. Lá dentro estava acontecendo uma sessão de fotos.

"Como ele pode ter uma vida assim e não aproveitar?" Menos de 30 minutos, Changmin saia daquela sessão, se despediu de todos os staffs, totalmente frio, mas tentando demonstrar um sorriso sólido a todos, sendo gentil.

"Falsidade, outro erro... Empatado, até agora"

Ao sair do restaurante, ele pegou um táxi, a chuva havia começado a ficar mais forte.

Fabi pegou um táxi, logo atrás, seguiu ele até um hotel.

Ela o seguiu pelo saguão, ele virou-se algumas vezes "Será que ele percebeu minha presença? Impossível" Ela continuou a segui-lo, ele pegou o elevador, ela esperou o elevador parar e viu o número do andar "4º Andar", ela subiu pelas escadas.

No quarto andar, "Mais uma sessão de fotos? Descanso zero?! Ele é de aço?"

- Comida – Ele gritou ao ver uma mesa com vários tipos de comida servidas

"Gula, um pecado... Você está perdendo de 2 a 1" Ele comia tudo que via pela frente "Saco sem fundo ¬_¬"

"Ele está roubando comida?... 3 a 1?" Changmin colocou um pouco de comida em uma sacola e saiu da sessão, como na anterior, com o mesmo sorriso falso

"Falsidade novamente?" Ela sacudiu a cabeça, negativamente, ele parecia um caso perdido.

Changmin pegou o elevador, e Fabi usou o elevador do lado, quando chegaram do lado de fora, ela o viu dando a sacola de comida para uma velha senhora que estava pedindo esmola em frente ao hotel "Ok, empate novamente, retiro o ponto do roubo, ou deveria manter?O.o"

"Não, chega, mais uma sessão de fotos eu não agüento" Ela pensou ao vê-lo entrar em um café, onde tinha duas pessoas esperando-o.

Ela ficou novamente do lado de fora, mas conseguia ouvir tudo o que eles conversavam lá dentro.

Os pontos principais foram quando a repórter perguntou sobre a família dele. Ela sentiu, o coração que ela não tinha, pesar.

Ele estava longe de sua casa, na Coréia a 1 ano e 6 meses.

Saudades não era apenas uma palavra para o que ele sentia, era o sentimento supremo. Imperava no coração daquele jovem rapaz, que não queria apenas realizar seus sonhos, mas também queria conseguir dinheiro para dar uma boa vida a seus pais.

Ela estava sentindo compaixão por ele, algo que ela nunca havia sentido em nenhum de seus outros casos. Sempre fora 'Pontos positivos x Pontos negativos', mas, agora, com aquela pessoa, aquilo havia mudado.

"Será que é por isto que ele é tão fechado e frio? Ao mesmo tempo tão bondoso com aqueles que necessitam?"

Minha decisão está tomada.

Você irá morrer.

Após a entrevista, ela o seguiu para o destino final. Ela ficou lado a lado com ele, esperando o sinal abrir.

"HMPF, ele nem me notou... Você tem um olhar tão vazio, tão triste... Me faz querer consolá-lo... Mas minha decisão foi tomada, não posso mudá-la"

O carro, vem em sua direção... Seria seria o desfecho daquele dia

- Cuidado – Fabi o puxa, salvando-lhe a vida

"Você irá morrer, com certeza, mas não será hoje e não serei eu a levar sua alma"

Salvar a vida de um mortal, não é a tarefa de um shinigami, minha condenação me espera.

Ele tentei conversar com ele, mas acho que ele não gostou muito de mim. Talvez tenha sido só impressão?!

- Vamos tomar um café? – Foi o convite dele, senti-me diferente, alguns sentimentos começaram a brotar.

Seguimos até o café, onde ele havia participado da entrevista, nossa conversa brotava, tranqüila.

Uma dor corroia-me por dentro, sabia, que após aquilo, tudo estaria acabado para mim, mas, consegui algo que me tranqüilizou

"Sei que fiz a coisa certa" Este pensamento estava fixo em minha mente, após conseguir ver o sorriso sincero dele.

Foi engraçado, os olhos dele pareciam mexer-se de forma estranha enquanto ele ria, batia palmas. Lembrava-me uma criança.

"Sim, uma criança, é isto o que ele é, uma criança que teve que virar adulto muito cedo. Por isso ele não sabe aproveitar o dom da vida, por isso o olhar dele é tão triste e seu sorriso falso. Espero que pelo menos eu tenha conseguido mudar algo dentro dele."

- 23:40 – A hora chegava, meus últimos minutos na terra, minha missão estava completa, bom, quase, eu fiz algo que não deveria.

Preciso seguir para o Heaven e receber meu castigo. Minha sentença. Não espero nada de bom dela, mas, eu adoraria ver seu sorriso novamente.

Tentei-me despedir dele, algo novo para mim, enquanto me afastava dele, lágrimas rolaram por minha face.

"Adeus, meu primeiro amor" Enfiei-me no primeiro local escuro, onde poderia sumir e seguir para meu destino, o destino cruel que me aguardava.

- Sua sentença...

- Escuto de coração aberto – Interrompi meu mentor

Múrmuros começaram a minha volta, todos falavam a respeito da minha frase

- 'Coração? Que coração?' – Todos se perguntavam

- Silêncio... – Mentor gritou aos outros shinigamis que sussurravam - Sua sentença é a Morte!


Parte III


- Kyaaaaaa... Que dia quente! – Espreguiçava meus braços acima da cabeça, eu e meu amigo de infância estávamos deitados no telhado da casa de minha avó

- Sim, quente – Ele me respondeu, olhando para mim, me deixando envergonhada

- Max, o que está fazendo aqui? – Perguntei-lhe ao me dar por conta que ele deveria estar na aula

- Apenas vim te visitar, levei meu robô para o conserto, e precisava de um descanso... Tome, uma cerveja - Ele tirou uma lata da sacola que estava ao seu lado e me alcançou

- Ei, eu sou de menor! Rapazinho! – Nós dois começamos a rir – E eu estou meio doente ainda – Forcei uma tosse e apertei as bochechas dele

- Só você consegue me fazer rir assim! – Ele passou a mão em meus cabelos, bagunçando-os – Estava preocupado com você! – Ele olhava fixo em meus olhos, me fazendo ruborizar

- Sabe o que minha avó disse!? – Eu tentei mudar de assunto – É muito engraçado... Ela disse que somos almas reencarnadas, almas gêmeas. – Comecei a rir, mas ele continuou sério

- Sua vó é uma grande sábia! – Ele olhava para o horizonte, adorava aquela expressão séria dele

- Quem sabe! Achei só estranho... Ela disse que eu fui uma shinigami e você um astro da música no século passado! Achei engraçado =p

- Bem, que eu sou ótimo e famoso, bom, isso não é de uma vida passada!

- Convencido! – Ela abriu jogou a lata de cerveja em Max

- Se eu fosse você me apressava e aceitava logo se casar comigo! Tem várias garotas correndo atrás de mim! – Bina olhou com uma cara zangada para Max

- Mas eu só tenho olhos para você, claro! Ano que vem nos formamos

- Max, seu bobo, ainda temos todo o tempo do mundo para sermos felizes!

- Sim, mas eu quero passar cada minuto ao seu lado, sendo feliz, para sempre, somente com você! Meu único amor!

Bina deu um grande e caloroso beijo em seu noivo, Max.


Um século antes

Múrmuros atormentavam a sala, outros shinigamis estavam em alvoroço

- Silêncio, silêncio – O mestre que havia acabado de dar sua sentença, tentava chamava a atenção – Você irá morrer, sua sentença é a morte... Sua vida como shinigami acaba aqui. Você tem algo que nenhum outro shinigami tem, sentimentos! Na sua última visita a Terra, você ganhou algo que nenhum de nós nunca teve: Um coração!

Você irá ganhar uma segunda chance. Irá reencarnar, como humana. Terá a chance de ser feliz ao lado do humano que defendeu! Terá a chance de ser feliz ao lado dele, em sua próxima vida.

Conteúdo: Livre
Classificação: G
Estilo: Darkfic, Dream [!?] Destino [?!][Não sou com essas coisas de gênero e estilo~]
Personagens: Daiana [Eu], Jo, a Cartomanete e o DBSK
Autora: Daiana Feijó
Capítulos: 1
Status
: Concluído
Resumo:
Depois de um dia no parque, somente o reencontro de almas gêmeas, reencarnadas, para fechar o dia com 'chave de ouro'.

Creative Commons License
Cartomante by Depois de um dia no parte, somente o reencontro de almas gêmeas, reencarnadas, para fechar com 'chave de ouro' o dia. Is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.

Após um exaustivo dia no parque de diversões, com Daiana arrastando Jo para todos os brinquedos, o sorriso da garota ia de orelha a orelha. De cima da roda gigante elas avistaram vários trailers interessantes, em uma parte mais afastada do parque, alguns tinham pinturas bizarras, outros cores alegres. Depois de uma discussão se continuariam pelos brinquedos ou iriam ver os trailers, bom, Jo ganhou, elas foram andar entre eles para vê-los de perto. Em meio à caminhada, poucos metros à frente, Jo avistou um que lhes chamou muito a atenção, todo preto, havendo um letreiro luminoso acima da porta, com a palavra 'Cartomante', aquele luminoso estava muito sujo, não devendo ser limpo há muito tempo. Jo conduzia Daiana, por apenas ser supersticiosa ou pura curiosidade, não importava, aquele lugar sombrio parecia estar lhe chamando. Daiana acabou cedendo às investidas da amiga, e indo a contragosto. Ela não acreditava naquilo de 'adivinhe seu futuro', mas essa cartomante era diferente, ou aparentava, devido aos dizeres no anúncio ao lado da porta:

"Veja seu passado, saiba de suas vidas anteriores, será que você foi um Rei? Uma Rainha? E descubra como isto irá influenciar seu presente."

A porta estava semi-aberta, foi necessário um singelo tocar de dedos de Jo e a porta foi-se para trás, fazendo as duas apertarem suas mãos ao escutarem o som das dobradiças enferrujadas. Daiana sentiu um arrepio lhe subindo a espinha quando colocou o pé dentro do trailer. Mesmo pouco iluminado, podiam ver as pinturas internas, tendo diversos rabiscos em formas de olhos desenhados nas paredes, teto e chão, a luminária que havia no teto, rústica, tendo pêndulos de cristal. Forcejando os olhos elas conseguiram ver uma toalha vermelha com pequenos círculos dourados que cobriam a mesa, está ficava no centro do trailer. Há cima da mesa havia um globo de cristal, dele era emitida uma pequena luz perolada, não o suficiente para iluminar aquele ambiente macabro, mas o suficiente para lhes deixar aterrorizadas. De cada lado do globo podiam-se ver algumas cartas de tarô postas na mesa, de alguma previsão anterior, provavelmente.

Quanto mais se aproximavam da mesa, mais assustadas as meninas ficavam, elas se guiavam pela luz do globo, em meio a vários panos que estavam presos no teto, pedaços de panos rasgados, dando a impressão que aquele lugar fosse maior do que realmente era. Toda aquela decoração lhes assustava, mas Jo continuava a puxava sua amiga pela mão, cada vez mais para dentro daquele lugar que parecia saído de um filme de terror, apesar de terem dado não mais que cinco passos dentro do trailer, para Daiana, pareciam que tinha caminhado mais de cinco quilômetros, ela não queria dar mais nenhum passo, mas Jo insistia em puxá-la.

- Sejam bem vindas – Uma senhora apareceu, sentada em uma cadeira de madeira, a cadeira que poucos segundos atrás estava vazia, as duas se perguntavam, em pensamentos, de onde havia saído aquela velha senhora, mas sabiam que não teriam a resposta. Elas ficaram paradas por alguns instantes, assimilando a nova presença, que contracenava muito bem com o ambiente, ela parecia um fantasma, era extremamente branca, um longo cabelo negro, em cada orelha duas argolas, poderiam ser usadas como pulseiras, de tão grandes, além disso, ela usava várias pulseiras e correntes, todas douradas, um vestido bem largo e multicolorido, com diversas estampas. As poucas rugas que conseguiam ver eram de suas mãos e olhos, metade de sua face estava coberta por um véu, deveria ter mais de 70 anos.

- Garotas, entrem, não tenham medo – A velha senhora continuava com seu braço estendido a frente do corpo, mostrando-lhes o caminho até as cadeiras para elas sentarem. Daiana queria fugir dali, a voz daquela senhora era tão assustadora quanto sua aparência, tanto como aquele lugar.

- Olá, meu nome é Jo, está é Daiana – Jo sentou-se na cadeira da esquerda e puxava Daiana para sentar-se ao seu lado, segurava com força o braço de sua amiga para que ela não escapasse.

- Minhas meninas, vocês vieram conhecer seu passado ou futuro? – Ela então pegou a mão de Jo – Deixe ver... Que tal um pouco dos dois?! – Aquela senhora começou a passar seu polegar pelas linhas da mão de Jo, como se estivesse lendo-as

- Um... Que interessante... Você foi muito feliz em sua vida anterior. Você amou muito uma pessoa, entregou toda sua vida a ela, mas sua morte... Sua morte foi cruel... Você foi assassinada... Pelo homem ao qual havia se entregue por inteira... Foi algo realmente horrível...

- Er... Ok... Não gostei muito do meu passado, que tal passarmos ao meu futuro?!

- Ok, você quem sabe minha filha, mas nosso passado sempre está ligado ao futuro. Tudo que fazemos ou sentimos na vida anterior, se não for bem administrado irá influenciar diretamente nesta... Algumas pessoas somente andam em círculos outras conseguem ter uma continuação – Ela então começava a passar a mão aberta sobre a mão de Jo, fechou seus olhos e levantou sua cabeça, parecia tentar sentir as vibrações emanadas das mãos de Jo – Seu futuro é um branco... Depende somente de você para fazê-lo completo e da forma que você quer... Mas lhe asseguro, você está prestes a encarar seu assassino

- Eu vou morrer? – Perguntou assustada Jo, que mesmo instante puxou sua mão. Daiana e Jo arregalaram os olhos. Daiana segurava forte o braço da amiga

- Não, minha filha, como eu havia lhe dito, o passado se conecta ao presente e também ao seu futuro. O assassino que me refiro é de sua vida anterior... Mas veja como as coisas são interessantes... Como nosso destino brinca conosco... Só irá depender de você perdoá-lo e amá-lo por completo, novamente... Apesar de já amá-lo em segredo... Você já o conhece muito bem, em seus sonhos...

Daiana e Jo que outrora estavam assustadas, agora estavam confusas com as palavras daquela velha cartomante.

- Agora você minha querida – A cartomante estendia a mão, aguardando por Daiana. A menor estava receosa, não tinha certeza se queria ouvir o que ela tinha a dizer, tinha medo de começar a acreditar em toda aquela baboseira que ela havia dito até aquele momento.

Jo foi rápida e rasteira, puxando a mão de Daiana e conduzindo a mão da amiga até a cartomante. No instante que sua mão repousou sobre a mão da cartomante ela sentiu como se um magnetismo a prendesse ali, não conseguindo fugir.

- Minha querida – Ela começou a fazer o mesmo ritual que fizera com Jo - Você foi tão feliz em sua vida anterior, viveu ao máximo, enquanto pode, pois morreu muito jovem, mas mesmo assim conseguiu deixar sua marca no coração de um rapaz... O grande amor de sua vida ficou para trás enquanto você partiu para o outro plano e deixou com ele sua promessa... A promessa de serem um do outro eternamente. – Daiana queria interromper, não queria mais continuar a escutar, aquilo tudo fazia seu coração doer, ela não sabia o porquê, mas doía profundamente, como se uma antiga ferida tivesse sido aberta - Você o esperou, sempre com alegria, queria reencontrar seu amor para renascerem novamente, juntos e poderem cumprir sua promessa... Mas ele demorou um pouco mais do você pode esperar no Heaven, você acabou vindo a Terra e renascendo poucos meses antes dele... Mas o destino é uma eterna caixinha de jóias, quando menos esperamos, nós a abrimos e vemos aquelas belas jóias que tem dentro dela e nem lembramos, nos trazendo uma agradável surpresa... E o seu destino lhe reserva uma maravilhosa surpresa. Você irá se reencontrar com ele...

- Ok, nome, endereço, telefone e CPF dele, por favor... – Daiana conseguiu sair do transe, após a mulher soltar sua mão e agora debochava das previsões daquela velha senhora

- Querida, nada na vida acontece por um mero acaso, tudo tem seu fluxo e destino, inclusive vocês terem entrado aqui. Isto segue um fluxo, uma linha constante e delicada... Qualquer ato ou ação imprudente podem mudar seu destino fazendo-se romper esta linha e amarrando-a em outra, outro destino. Você irá encontrá-lo acreditando ou não em mim. Ele é sua alma gêmea, sua outra metade e vocês saberão quando se encontrarem... Vocês saberão apenas com seu olhar tenro um para o outro... O olhar de quem esperou mais de 100 anos para poder se reencontrar

- Ahan... Ok... Quando é mesmo? – Daiana permanecia relutante em acreditar

- Você não acredita, não é mesmo?! Acho que deveria, afinal, seu pai também tinha este mesmo dom e certa vez lhe disse estas mesmas palavras – Daiana congelou ao ouvir tais palavras "Como ela sabe sobre isso? Ela deve ser alguma conhecida da Jo, só pode..."

- Ahan... Meu pai nunca me disse nada disse e ele não fazia dessas coisas...

- Não adianta mentir para seu coração... A verdade sempre vem à tona... Espere mais cinco minutos aqui dentro e depois pode ir-se, ok?

Daiana não aguentava mais ficar naquele trailer, simplesmente não queria mais ouvir aquela velha falar, ela lhe assustava, lhe dava calafrios. Ela não esperou passar-se nem um minuto, saiu rápido do trailer, sem rumo, apenas queria ir para longe daquele lugar, sua amiga corria atrás dela.

Quando estavam já a alguns passos daquele trailer, Daiana respirou fundo, aliviada por ter saído de lá, foi pegar seu celular, mas viu que havia esquecido sua bolsa, ela voltou correndo para pegar, mas sem perceber, topou em um rapaz que estava perto da porta do trailer, olhando em volta. Ele estava acompanhado de outros quatro rapazes distraídos como ele. Daiana estava prestes xingá-lo, quando ouviu Jo gritar, olhou melhor para aquele rapaz no qual havia topado, era Junsu, e os outros quatro: Jaejoong, Yunho, Yoochun e Changmin... Era o DBSK, o grupo número 1 da Ásia, melhor e mais famoso grupo de todo o oriente.

- 5 minutos agora – Espantou-se Jo enquanto olhava para seu relógio, lágrimas escorriam por sua face, ela não acreditava que está de frente com os meninos e Daiana permanecia no chão, sem acreditar. Junsu foi até ela e a ajudava a se levantar. Jae e Yunho tentavam acalmar Jo, que entrara em choque. Yunho tampava a boca de Jo com sua mão para ela não gritar novamente e não chamar mais ainda a atenção, enquanto Jae tentava falar num péssimo inglês com Jo:

- Please, sit down O.o (Por favor, sente-se)

- É "Stay calm" (Fique calmo) – Retrucou Changmin, em Coreano, dando um tapa na cabeça do outro

- Carma, pofavo - Changmin tentava falar em Português com Jo, fazendo sinal com as duas mãos para ela se acalmar

- Ela não vai entender o que você está dizendo, seu português é péssimo Changmin, apesar de não ser tão ruim como o Inglês de Jaejoong... – Caçoou Daiana, em Japonês, fazendo os meninos soltarem um suspiro aliviado

- Nossa que bom que você fala Japonês. Nós estamos perdidos, será que podem nós ajudar? – Se introduzia Yoochun, em japonês, sua segunda língua, enquanto pegava na mão de Daiana e dando-lhe um beijo, fazendo-o, assim, levar um tapa de Junsu

- Eu a vi primeiro, sai fora Yoochun – Resmungou Junsu em Coreano, pensando que ela não entenderia.

- Eu ajudo vocês, sem problemas – Daiana respondeu em coreano, rindo e fazendo Junsu ruborizar-se

- Caracóis, as meninas não vão acreditar quando contamos que encontrou e ajudou o DBSK – Jo recomposta, sussurrou ao pé do ouvido de Daiana

- Eu só preciso pegar minha bolsa... – Daiana disse em japonês. Por um instante ela olhou para sua amiga e reparou como ela babava em Yunho e ele retribuía o olhar, demonstrando segundas intenções – Será que dá para vocês cuidarem de minha amiga? Mas se você ficar tão perto assim dela, Yunho, ela vai enfartar – Antes de receber o soco que Jo estava preparando-se para dar, Daiana entrou correndo no trailer, foi até a mesa, e viu em cima de sua bolsa um papel com seu nome dentro havia a mensagem, "Você não acreditou nas minhas palavras, mas acabou de encontrar sua alma gêmea... Não o deixe novamente" Ao ler aquele bilhete os olhos dela encheram-se de lágrimas

- Você está bem? – Junsu perguntou em japonês, assustando-a, ela quase caiu, mas ele a segurou pela cintura, seus olhos se encontraram e sentiam suas respirações ofegante. Daiana sentia seu corpo todo estremecer por estar nos braços dele. Os dois ficaram por alguns instantes se olhando. Aqueles olhos castanho–escuro com os quais Daiana sonhara muitas vezes, estavam ali, fixos nela, aquele olhar doce, fazia sua boca secar e seu coração acelerar.

- Você é muito bonita – Aquelas palavras que saíram da boca de Junsu a fizeram corar – Por favor, não se vá novamente – Disse em meio a um abraço forte, o coração da garota parecia querer sair pela boca

- O que você quer dizer com isso? – Ela ficou inquieta ao ouvir aquilo

- Não sei, somente veio em minha mente agora – Ele a soltou, corado, passou sua mão em seus cabelos, olhou para fora e depois estendeu sua mão para ela – Vamos? O Leader está quase engolindo sua amiga com os olhos, Changmin está reclamando que está com fome, Yoochun está chorando por que estamos perdidos e o Jae está viajando olhando pros bichinhos de pelúcia de uma barraquinha aqui perto... – Confidenciou ele

- Ah... Estão normal então! – Ela sorria, enquanto pegava na mão dele, sentiu ele apertar sua mão e ela retribuía, não o queria deixar escapar-se.

- Vocês sabem nossos nomes, vocês nós conhecem? – Perguntou Junsu, curioso, enquanto olhava para a garota.

- Somos suas fãs – Ela respondeu com seu Japonês perfeito

- Espero que você não queira ser somente minha fã – Ele sussurrando em coreano, fazendo sorrir, ao escutar aquilo, tapando sua boca com a mão discretamente e fazendo-a lembrar-se do bilhete

- Você acredita em almas gêmeas e reencarnação?

- Sim, acabei de reencontrar a minha alma gêmea há muito tempo perdida.

HiYaYa

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